O futuro da escola passa por um equilíbrio inteligente entre entusiasmo e evidência, apresenta o empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo. Avaliações como o Saresp, quando bem interpretadas, ajudam a enxergar lacunas, orientar investimentos e apoiar professores com foco no que realmente muda a aprendizagem. A seguir neste artigo buscamos explicar como transformar resultados em ações concretas, sem reduzir educação a ranking, e como usar dados para ampliar oportunidades com otimismo e responsabilidade.
Por que avaliações externas são importantes para a gestão pedagógica?
As avaliações externas oferecem uma fotografia ampla, comparável e periódica da aprendizagem. Elas ajudam redes e escolas a identificar tendências, como quedas em leitura, dificuldades em matemática ou desigualdades persistentes entre grupos. Sem esse tipo de referência, a escola pode confiar apenas em percepções, que nem sempre revelam o tamanho do desafio e podem mascarar problemas estruturais.

A importância da avaliação está na possibilidade de orientar decisões com mais precisão. Quando resultados são usados para planejar a formação docente, ajustar materiais e priorizar habilidades essenciais, a escola avança. A avaliação, nesse sentido e como expõe Sergio Bento de Araujo, não substitui o olhar do professor, mas complementa com uma visão sistêmica que apoia a gestão e fortalece o trabalho em sala.
Como interpretar resultados sem transformar a escola em um ranking?
O erro mais comum é ler resultados como rótulo, e não como diagnóstico. Quando a avaliação vira ranking, cria-se um ambiente de competição que não necessariamente melhora a aprendizagem e pode aumentar a pressão indevida. Segundo Sergio Bento de Araujo, o caminho mais produtivo é interpretar dados com contexto, considerando perfil dos alunos, histórico da escola, mudanças recentes e condições de ensino.
Outro cuidado é evitar conclusões apressadas. Uma oscilação pode refletir fatores específicos, como mudanças de currículo, rotatividade de docentes ou alterações de participação. O foco deve ser evolução e consistência, não posição. A escola que aprende com dados olha para tendências, compara com suas próprias metas e transforma números em perguntas pedagógicas úteis.
Quais perguntas os dados devem responder para orientar ações reais?
Sergio Bento de Araujo ressalta que os dados são valiosos quando ajudam a responder perguntas práticas, como: em quais habilidades a turma apresenta maior dificuldade, leitura, interpretação, resolução de problemas, escrita? Quais séries estão mais vulneráveis? Que tipo de questão gera mais erros e por quê? Essas perguntas guiam intervenções específicas, em vez de ações genéricas que consomem tempo e geram pouca mudança.
Como transformar resultados em prática pedagógica e formação de professores?
A transformação ocorre quando a escola cria um ciclo: analisar, planejar, agir e monitorar. Primeiro, a equipe lê resultados com calma, identifica padrões e define prioridades. Depois, organiza um plano com estratégias didáticas, como grupos de apoio, reforço focalizado, projetos de leitura e atividades de resolução de problemas. Em seguida, acompanha indicadores intermediários para ajustar o caminho.
A formação docente precisa ser conectada a essas prioridades. Em vez de cursos genéricos, a escola pode promover encontros de estudo de práticas, análise de itens e planejamento conjunto. Sergio Bento de Araujo alude que professores ganham segurança quando a formação é prática, baseada em exemplos e acompanhada por suporte. Com isso, o ambiente fica mais otimista, porque a equipe percebe avanço e controla melhor o processo de melhoria.
Como as avaliações podem apoiar equidade e ampliar oportunidades no futuro?
Quando bem usadas, avaliações ajudam a identificar desigualdades e a direcionar recursos para quem mais precisa. Isso inclui ações para estudantes com defasagem, fortalecimento de leitura no ensino fundamental e estratégias específicas para grupos vulneráveis. O objetivo é reduzir a distância entre alunos e garantir que todos tenham acesso a aprendizagens essenciais, com justiça.
A avaliação também pode apoiar políticas públicas e parcerias. Programas de apoio, projetos de leitura, tecnologia educacional e iniciativas de ESG podem ser desenhados com base em evidências, evitando desperdício e aumentando o impacto. Sergio Bento de Araujo resume enfim que a educação do futuro será mais forte quando unir dados, boas práticas e colaboração.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

