Como elucida Andrey de Oliveira Pontes, grandes eventos esportivos, como Copas do Mundo, Olimpíadas e outros campeonatos internacionais, têm o poder de gerar mudanças significativas na economia de um país. A infraestrutura, o turismo e o comércio local passam por transformações marcantes, trazendo benefícios, mas também apresentando desafios que exigem planejamento estratégico.
Confira a seguir os benefícios e os desafios econômicos para os países que sediam competições esportivas de grande porte, destacando o impacto no curto e longo prazo.
Quais são os benefícios econômicos de sediar grandes eventos esportivos?
Um dos principais benefícios econômicos de sediar grandes eventos esportivos é o aumento do turismo. Milhares de turistas internacionais visitam o país para assistir aos jogos, o que impulsiona o setor hoteleiro, restaurantes, transporte e outros serviços turísticos. Durante eventos como a Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos, as cidades sedes experimentam uma grande movimentação de pessoas, gerando uma fonte significativa de receita.
Além disso, grandes eventos esportivos costumam gerar empregos temporários e investimentos em setores como construção, segurança, transporte e comunicação. A construção ou melhoria de estádios, arenas e infraestrutura de transporte cria uma série de empregos diretos e indiretos, tanto na fase de preparação quanto durante o evento. Isso não só impulsiona a economia local, mas também aumenta a qualificação da força de trabalho, já que muitas dessas construções exigem mão de obra especializada.
Conforme destaca Andrey de Oliveira Pontes, o impacto na promoção da marca país é outro benefício considerável. Durante eventos globais, o país anfitrião ganha visibilidade internacional, o que pode atrair mais investidores e parcerias comerciais após o evento. A mídia global transmite imagens da cidade e do país, destacando seus pontos turísticos, cultura e oportunidades de negócios, o que pode resultar em novos investimentos estrangeiros a longo prazo.

Quais desafios econômicos enfrentam os países anfitriões?
Embora os benefícios econômicos sejam significativos, há também desafios consideráveis para os países que sediam grandes eventos esportivos. Um dos principais desafios é o elevado custo de organização. A construção e reforma de estádios e outras instalações esportivas exigem grandes investimentos, e o orçamento de um evento pode facilmente ultrapassar as estimativas iniciais.
Segundo pontua Andrey de Oliveira Pontes, muitos países enfrentam a dificuldade de garantir que os benefícios do evento se estendam para além do seu término. O grande fluxo de turistas e de empregos temporários durante a competição não garante uma sustentabilidade econômica a longo prazo. Em alguns casos, os estádios e instalações esportivas construídos especificamente para o evento acabam subutilizados após o término da competição, gerando custos de manutenção e desperdiçando recursos.
Como a sustentabilidade econômica pode ser garantida após o evento?
Garantir a sustentabilidade econômica após a realização de grandes eventos esportivos é um desafio, mas também uma oportunidade. Uma abordagem inteligente envolve o planejamento de longo prazo, com foco na reutilização das infraestruturas e na criação de projetos que beneficiem a população local. Por exemplo, muitos estádios e arenas podem ser adaptados para outros usos, como centros de convenções, espaços culturais ou locais para eventos de médio porte, de forma a garantir que as instalações não se tornem obsoletas após o evento.
Por fim, como salienta Andrey de Oliveira Pontes, o impacto econômico de grandes eventos esportivos é um fenômeno complexo, com benefícios e desafios para os países anfitriões. Embora o turismo, os investimentos e a promoção internacional sejam vantagens evidentes, os custos elevados e a necessidade de garantir a sustentabilidade a longo prazo representam desafios significativos.
Autor: Rodion Sokolov